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Super Mario Sunshine

N-Portugal 15 de Agosto de 2008

Super Mario Sunshine

Em 1996 foi lançado Super Mario 64 (Nintendo 64), um excelente jogo que marcou a perfeita passagem de Mario, famoso canalizador do mundo Nintendo, do mundo 2D para as três dimensões. Foi um sucesso, tanto ao nível de vendas como ao nível da crítica, onde foi elogiado e considerado um forte argumento à compra da consola de origem nipónica.

Como não poderia deixar de ser, Shigeru Miyamoto, com o lançamento da Nintendo GameCube em 2002, não quis desapontar os jogadores que esperavam um novo título da sequela, tal o hype que o envolvia. Desta forma, e em cooperação com Takashi Tezuka na produção e Yoshiaki Koizumi na direcção, é lançado Super Mario Sunshine, em Setembro do mesmo ano, para o pequeno cubo.

Após Mario salvar a princesa Peach por diversas vezes em títulos anteriores, decidem agora tirar umas merecidas férias numa ilha exótica, a ilha Delfino. Inesperadamente, à chegada são surpeendidos com uma enorme agitação em torno do nosso heroí, sendo que o confundem com alguém idêntico, que andara a sujar toda a cidade com tinta. É preso e levado a tribunal, e a sua pena obriga-o a limpar cada parede que, por mera confusão, pensam que terá sujado.

É nesta altura que nos é apresentado FLUDD: Um inovador aparelho que ajuda Mario ao longo de toda a sua aventura, atirando água armazenada num pequeno compartimento colocado nas costas. Para além de tudo, este robot confere uma nova din¢mica ao jogo, surpreendendo pela jogabilidade e afinada física, presente nos mais diversos movimentos que podem ser executados.

Num primeiro olhar, Super Mario Sunshine deixa um paladar semelhante ao seu antecessor. Apenas os gráficos, agora adaptados às capacidades da consola, assim como meras alterações naturais, nos fazem perceber que estamos perante uma nova aventura.

O objectivo, após limpar alguma sujidade ocasional, é recolher o maior número de shines possíveis (equivalente às anteriores estrelas), existentes nos sete níveis jogáveis, onde em cada nível há oito shines. Apesar de tudo, Não nos podemos esquecer daqueles que se encontram escondidos e que só com alguma prespicácia são alcançáveis, assim como as moedas azuis.

Pelo lado negativo, a c¢mara, apesar de ajustável, irrita o jogador por diversas vezes, sendo que se torna num dos maiores inimigos que podemos encontrar ao longo do jogo. Algo constante, acaba por tornar a nossa tarefa de saltar obstáculos um pouco mais complicada, colando-se a elementos do cenário, o que nos faz perder o ¢ngulo de visão e, muitas vezes, a paciência.

Nunca joguei Super Mario 64 do início ao fim, mas por relatos de amigos e análises já feitas, sinto que Sunshine, o irmão mais novo da família (sem contar com Galaxy, claro) peca por uma longevidade mais curta e pela monotonia que, em algumas ocasiões, consquista o jogador. A tarefa de reaver FLUDD, assim como a de quase alcançar o responsável pela imundice na vila (muitas vezes repetidas), podem aborrecer, acabando com toda a vontade de pegar no título uma vez mais após chegar este ao fim, temendo os momentos menos divertidos e com menos cor a que Mario nos habituou a evitar.

Por outro lado, o jogo faz-nos esquecer de tudo e envolve-nos em maravilhosas texturas e polígonos, que nos fazem pensar que estamos em pleno Havai, num maravilhoso e brilhante dia de sol. No meu caso, surpreendi-me muitas vezes ao desligar a consola, pensado que já estaria no Verão, quando o frio e desconforto do Inverno se faziam sentir pela janela fora.

Super Mario Sunshine nunca apresentou quaisquer paragens ou problemas inesperados que obrigaram a um nervoso e malvado reset. Valeu todo o cêntimo que gastei e tem lugar cativo na minha colecção, assim como na de qualquer outro possuídor da GameCube ou Wii que se preze, certamente. É um excelente título que, mesmo após alguns anos, ainda merece muita consideração e a atenção de quem não o conhece ou experimentou.

Mesmo sem causar o mesmo impacto de 1996 é um, senão o melhor jogo de plataformas da anterior consola doméstica da Big N. Fica um pouco mal tratado pela boa memória de Super Mario 64 e a recente presença de Super Mario Galaxy, mas mesmo assim marca e surpreende, e por isso é recomendado por mim, lembrando todos os minutos gastos em volta dele.

Raul Sousa

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