N-Portugal: I guess I\'ll DIY another day.

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Imagina Ser Mamã

António Vieira 20 de Outubro de 2008

Pontuação:★★★☆☆

Imagina Ser Mamã

Há pouco mais de um ano a Ubisoft anunciou que iria lançar uma nova série de jogos direccionados ao público casual. A série chama-se Imagina (Imagine em inglês) e apela preferencialmente a raparigas e/ou a uma faixa etária baixa, aproveitando a rampa de lançamento criada por Nintendogs e já bem explorada por títulos como Catz, Dogz, Petz, Horsez, etc. Desta vez o jogo a ser analisado chama-se Imagina ser Mamã (título inglês: Imagine: Baby Club) e convida o jogador a desempenhar o papel de Babysitter.

O jogo desenrola-se em volta de uma rapariga (baptizada pelo jogador) que vai para a universidade tirar um curso de educadora de infância. Para pagar os estudos terá de tomar conta dos rebentos dos moradores do bairro onde está a viver, à medida que é solicitada. As primeiras impressões do jogo podem ser bastante positivas devido à interessante interactividade com os bebés, o problema é que com o passar do tempo, tais primeiras impressões deixam de fazer sentido. O jogo torna-se muito, muito repetitivo e rotineiro. Todos os dias ao acordar o jogador recebe uma mensagem de uma outra personagem a chamá-lo a algum sítio para receber ou desbloquear alguma coisa. Tudo seria muito interessante e apelativo se não se tivessem de repetir os mesmos procedimentos de babysitting três, quatro e cinco vezes ao dia para progredir na acção. Isto multiplicado por uma dúzia de dias torna-se bastante aborrecido e muito provavelmente, por esta altura, já o jogo terá sido encostado na prateleira.

A mecânica de cuidar de bebés em si é bastante simples e roda à volta de minijogos. Mais uma vez esses minijogos são repetitivos e fica-se com a ideia que os programadores que o desenvolveram não conhecem linhas de código que lhe dessem aleatoriedade. Chega a acontecer estarmos a fazer um minijogo com um bebé em que temos de repetir uma sequência que ele faz com um tambor, e logo a seguir estarmos com outro bebé, a fazer o mesmo minijogo e, por incrível que pareça, a sequência é a mesma. Por outro lado temos um ou outro minijogo mais interessante, como o de alimentar os petizes usando a stylus como colher e soprando para a DS se a comida estiver quente, nunca pondo de parte o paninho no caso de o bebé se sujar, o que tem piada três ou quatro vezes.

O sistema de saves não é o mais indicado tanto para um jogo portátil como para um jogo para esta idade. Não se pode gravar quando se quiser, só quando todas as tarefas estiverem feitas e se passar para o dia seguinte.

Há que, no entanto, destacar um ponto muito positivo: o facto de o jogo estar totalmente traduzido para português (capa, manuais e jogo em si). Os textos estão bons, simples e alegres, o que faz com que qualquer criança com o 1º ano concluído o possa entender na totalidade. Talvez não na totalidade, já que uma ou outra introdução a um minijogo seja mais difícil de entender. Os nomes das personagens estão igualmente engraçados, como por exemplo o de Zé Gonha que é mesmo uma cegonha que tem um acidente e nos pede ajuda.

Se há algum campo em que o jogo se destaque minimamente é no grafismo. Os modelos tridimensionais estão simples mas bem definidos. Pena que nalgumas conversas com outras personagens os modelos apareçam em grande plano no ecrã e se notem as texturas faciais pixelizadas. De resto, existe um bairro com aproximadamente 20 casas (entre elas a universidade, uma loja, um cabeleireiro, uma creche, um jardim, a nossa própria casa…) bem conseguidas e a aproveitarem bem as possibilidades técnicas da DS. Vários elementos do jogo estão estilizados, como por exemplo, portas distorcidas não formando ângulos rectos.

Há jogos em que se repara na música por esta ser boa, outros em que se repara por esta ser má e ainda outros onde não se repara na música por esta ser indiferente e passar ao lado do ouvido, o que não é bom nem mau. Este jogo insere-se nesta última categoria: as músicas presentes são poucas e passam ao lado. Os efeitos sonoros é que se tornam repetitivos, nomeadamente os dos bebés que são muito limitados em termos de variedade. As falas auditivas das personagens fazem lembrar The Sims e substituem bem o silêncio que poderia ter sido aplicado em alternativa.

Imagina ser mamã é longo, mas grande parte dessa longevidade deve-se à exagerada repetição dos acontecimentos. Todos os dias o jogador tem de voltar a tratar de bebés e a fazer jogos pedagógicos com estes onde quem realmente é posto à prova é a própria babysitter. Outra grande parte do tempo passado no jogo é a caminhar pelo bairro. Felizmente que com o avançar do jogo somos presenteados pela nossa avó com uns patins. Vendo tudo isto por um lado positivo, quando não houver nada que jogar, estarão sempre bebés na prateleira à nossa espera para completar mais um dia de mais do mesmo.

Têm um familiar do sexo feminino entre os 6 e os 12 anos, uma prenda de Natal para lhe oferecer e não sabem qual? Imagina Ser Mamã é com certeza uma boa escolha. O jogo ideal para ir jogando quando calha.

  • Gráficos: ★★★½☆
  • Jogabilidade: ★★½☆☆
  • Som: ★★½☆☆
  • Longevidade: ★★★☆☆
  • Total: ★★★☆☆

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3 Respostas

  1. nao te interessa disse:

    nao o jogo que eu quero eu posso te prossesar num estalar de dedo entao e melhor fazer um jogo de ser mamae e rapido

    13/07/2009 às 22:43

  2. António Vieira disse:

    Se desse para usar a língua portuguesa nos seus comentários, agradecia…

    14/07/2009 às 0:17

  3. Bruno disse:

    Pelo que percebi a pessoa que comentou quer um jogo onde ser mamã seja mais do que o “Imagina ser…” oferece. E por isso quer o jogo que foi publicitado, não o produto final (e real).

    Não cheguei a esta conclusão em um minuto, mas acho que é isto.

    14/07/2009 às 1:37

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