Roupas, maquilhagem, acção! O mundo da moda nunca foi tão competitivo e, por isso, há que percorrer um caminho difícil, em que a imaginação é a nossa melhor aliada. É esse o conceito em que Imagina Ser Estilista Agência de Moda, para a Nintendo DS, se centra e é a partir dele que tudo se desenrola. Designado, essencialmente, para o público feminino, este jogo pode ser o primeiro passo para quem ambiciona ser um dia estilista e que gostava de ver os seus trabalhos nas passerelles mais famosas e conceituadas do mundo. Mas será que o título se comporta à atura, transmitindo uma boa ideia de como é trabalhar em estilismo?
Começando pela base da pirâmide, somos convidados a nomear a nossa personagem, que não passa de uma das muitas estilistas à procura de uma oportunidade para ingressar neste mundo. Depois de recebermos uma proposta tentadora, o objectivo passa por cumprir todas as tarefas e evoluir sucessivamente na cadeia. Como se trata de uma agência de moda, existem várias oficinas, onde podemos criar os nossos próprios designs, fazer penteados e maquilhagem de modelos e tirar fotografias.
Depois de seleccionar o nosso perfil no ecrã introdutório, somos remetidos para átrio do jogo, onde existem poucas alternativas: o elevador, para aceder às oficinas; o gabinete da Sr. Baker, a patroa; a secretária e a saída. Assim, grande parte da acção condiciona-se ao escritório da Sr. Baker, dado que é ela quem nos confere as tarefas. Estas variam entre seleccionar a modelo mais indicada para um certo trabalho e desenhar as suas roupas. À medida que completamos as tarefas, o nosso nível de experiência aumenta e temos acesso a mais cores e novos materiais. De referir que a solução passa muitas vezes por alguns detalhes, como pintar as unhas de uma determinada cor, imprescindíveis ao nosso sucesso. Para realizar as tarefas temos, como suporte, as várias oficinas distribuídas por diferentes pisos, oficina de maquilhagem, onde podemos pintar as unhas, lábios, olhos e maças do rosto; oficina de cabeleireiro, para fazer corte de cabelos e pintá-los com tinta e madeixas; oficina de fotografia, local para sessões fotográficas; oficina de desfiles e ateliê de costura, em que podemos confeccionar as nossas roupas. Normalmente as tarefas dividem-se por fases, em que a Sr. Baker vai dando o seu parecer, para que possamos passar à próxima etapa. O jogo não é muito longo, talvez porque o tipo de jogador que compra este tipo de jogos o faz para jogar de vez em quando, e não de uma assentada só, ou então porque as tarefas se tornam de tal maneira cíclicas, que o estúdio responsável decidiu cortar ao argumento, para que a crítica não fosse tão pesada. A nível de confecção de roupa, os responsáveis pelos padrões das roupas deveria ter estudado melhor o caso, pois grande parte tornam-se berrantes quando aplicados. Mesmo tentando mexer com as variáveis do padrão (grandeza e orientação), torna-se utópico criar uma peça visualmente agradável.
Em paralelo à vida de estilista, a nossa personagem desenvolve várias relações sociais com colegas de trabalho, que são contadas por diálogos limitados, em que a participação do jogador é passiva, limitando-se a assistir ao desenrolar da trama. Este aspecto poderia ter sido melhor aproveitado, pois a linearidade da vida social da personagem torna-se monótona e há momentos em que nos apetece saltar os diálogos.
Os controlos resumem-se ao uso da estilete, não sendo necessário qualquer botão auxiliar. A consola deve ser usada na vertical, transmitindo a ideia de revista e corroborando a ideia anterior. Desta maneira, a estilete serve para concretizar todas as acções do jogo, tais como: pintar as unhas, recortar os tecidos, desfolhar pelo catálogo de penteados ou mesmo para navegar pelo átrio principal. De referir que nas passagens de modelos temos de usar a estilete para completar alguns mini-jogos, que comprometam o equilíbrio e sucesso da modelo. Tirando a estilete, temos a oportunidade de usar microfone, usado para secar as unhas.
A banda sonora, apesar de limitada, é agradável e muitas das músicas usadas enquadram-se no perfil do jogo. Contudo, esta só é notória no ecrã inicial, nos desfiles e nas sessões fotográficas. Tirando isso, a música de fundo é desinteressante e não cativa o jogador, passado muitas vezes ao lado. A corrigir estaria a adição de mais temas, dado que a melodia torna-se repetitiva, depois de algumas horas de jogo.
Um dos aspectos mais positivos do jogo é o facto de este estar em português e de não existirem erros de tradução notórios. Lamentavelmente, e apesar de a conexão não ser directa, é pena que não surjam mais projectos de tradução com estes, pois o mercado português iria enriquecer e cativar mais jogadores.
A primeira impressão com que ficámos em relação ao grafismo é bastante positiva, mas desmoronasse passado pouco tempo. Quando entramos pela primeira vez no jogo, o grafismo 2D destaca-se e transparece uma boa imagem. Apesar disso, e com a introdução do 3D, existem pormenores técnicos algo defeituosos e as modelos poderiam estar mais concisas e pormenorizadas. Esta lacuna é notória aquando os desfiles de moda e as sessões fotográficas. De referir alguns bugs que ocorrem esporadicamente nos desfiles, quando a imagem transita de um ecrã para o outro.
Tendo em conta o público infanto-juvenil, Imagina Ser Estilista Agência de Moda é um bom título e que cativa o jogador a trabalhar a sua veia imaginativa e a saber desenvolver um trabalho seguindo uma lista de indicações. Para todos aqueles que sonham um dia ser estilista, a vida cor-de-rosa da personagem não é um bom exemplo, mas transmite uma pequena ideia de como funciona este mundo. Para quem tem filhas, primas ou conhecidas e que adorem soprar para secar as unhas dos outros, esta será uma opção em consideração.



uma pessoa que sai de casa com um short jeans e uma regata super istampada sem acessorio sem nada não tem senso de umor nem de moda nossa essa pessa é loka fala sério!!!!
3/01/2010 às 23:04
Eu acho que cada um tem os seus gostos!:)
26/02/2010 às 16:12