Nas consolas PS3, Xbox360 e no PC, quando sai um jogo com algum defeito ou erro não detectados antes de estes terem passado à fase de produção em massa, a entidade responsável por essas questões lança um patch online que corrige qualquer defeito que o produto possa ter. Isso com a Nintendo não acontece, muito provavelmente devido a mais uma daquelas políticas internas que ninguém compreende.
Depois de a própria Nintendo ter sido a primeira a “deitar-se na cama que fez”, com um erro bastante grave em Super Paper Mario e outro em Zelda: Twilight Princess que valeu grande parte da pirataria que se faz sentir na Wii, para não falar no som estéreo da Guitar Hero III (este e Super Paper Mario tiveram os discos de jogo substituídos pelas distribuidoras) e do problema do recente Tomb Raider Underworld, eis que surge um problema ainda maior que os anteriores na versão australiana de Animal Crossing: Let’s go to the City:
Segundo o vooks, ao contrário do que seria esperado, não é possível usar a funcionalidade de migração de personagens de um Animal Crossing Wild World australiano para um Let’s go to the City também australiano. A razão é simples: o território australiano em termos de jogos sempre foi uma grande mistura de regiões. Os jogos para as consolas fixas são baseados nas versões europeias, devido à partilha do sistema PAL. Em relação aos jogos para a DS, pouco se sabe, mas devido ao facto do idioma oficial da Austrália ser o inglês, faz todo o sentido que a versão australiana seja baseada na americana. Devido a isto, os jogadores australianos que tentarem passar uma personagem de um Wild World para um Let’s go to the City serão presenteados com um erro que avisa o jogador que “um cartucho DS incorrecto foi inserido”. Conclusão tirada e muito bem pelo Vooks: “Let’s go to the City não fala americano”.
Será que vamos assistir a mais uma troca de discos ópticos em massa por parte da Nintendo? Aguardem uma resposta para breve.
Animal Crossing para a Wii é lançado hoje em território europeu.
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