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Need for Speed: Undercover

jml lourenço 15 de Janeiro de 2009

Pontuação:★★★☆☆

Need for Speed: Undercover

A série Need for Speed teve início em 1994, quando o primeiro jogo foi lançado para a consola 3DO da Panasonic. Em apenas dois anos seria ainda editado para PC, Playstation e Sega Saturn. Desde então a lista de títulos cresceu para 16, quase todos marcados por alguma desilusão e um afastamento da ideia original que consistia em simulação realista de condução. Com a excepção de dois jogos – o primeiro e Porsche Unleashed – a tendência tem sido para criar uma experiência mais arcade ao estilo de filmes realizados por Michael Bay.

Need for Speed: Undercover coloca o jogador no lugar de um policia à paisana cujo papel é infiltrar-se numa organização criminosa. Para tal terá de se fazer passar por condutor de risco, desempenhando pequenos serviços que requerem sempre a violação de regras de tr¢nsito, nomeadamente o excesso de velocidade. A missão, que por alguma razão estranha é considerada ultra secreta, não envolve os policias de serviço que por consequência farão todos os possíveis para travar o personagem principal. O único contacto com a lei é a agente federal Maggie Q. cuja forma física é invejável e que tende a aparecer nos vídeos que antecedem os diferentes capítulos. Curiosamente a agente pertence a um departamento cujos interesses passam apenas por carros roubados sendo que estupefacientes e assassínios são irrelevantes! O personagem principal não chega a ter espaço para se mostrar, não assume em demasia o papel de criminoso mas também não se apresenta como individuo exemplar. Não é bom nem mau, cumpre a sua missão. Isto não implica que não existam exageros no que toca à violação de regras de cidadania, até porque são selo de marca de Need for Speed. Pouco mais fica para acrescentar quanto ao argumento do jogo, tudo o resto roda à volta das perseguições, fugas e cenas de acção na estrada.

A perseguições são obrigatórias para cumprir alguns objectivos mas podem também ser iniciadas entre missões. Pode ser necessário conduzir para uma determinada zona da cidade para iniciar uma missão e basta um comportamento mais agressivo para que a policia entre em acção. De qualquer modo, é nas missões cronometradas que as perseguições fazem mais sentido. Nestas é necessário cumprir um determinado objectivo dentro de um tempo limite. Pena é que se tornam repetitivas, a fórmula é quase sempre a mesma, carjacking, conduzir o carro até determinada zona da cidade sem o danificar demasiado e de forma a despistar a policia, tudo dentro do tempo limite.

O jogo promete acesso a um mundo aberto onde o jogador tem a liberdade de se movimentar em qualquer direcção dentro da cidade. No entanto o prometido não é cumprido. Em muitas estradas podemos encontrar obstáculos que impedem a progressão em determinado sentido. Alguns dos bloqueios chegam a ridicularizar a ideia original, impedindo o jogador de percorrer um caminho que já conhece de outra missão. Tr¢nsito cruzado e horas de ponta, pormenores de esperar numa metrópole, são também evitados. Algumas estradas encontram-se completamente vazias, enquanto que noutras encontramos pouquíssimos veículos e em raros casos… veículos repetidos.

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