Com o anúncio do jogo na conferência da Nintendo, ainda na E3 do ano passado, não fiquei nada “hypado”. Duvidei imediatamente das capacidades da Rockstar(sem experiência com a DS) e das capacidades técnicas da DS de fazerem justiça ao franchise e à sua elevada qualidade e nunca tive muito atento ao jogo. Até aparecerem os primeiros vídeos. Mas as dúvidas caíram realmente quando peguei no jogo.
É realmente brutal. Todo o espírito GTA mantêm-se. Está lá tudo, desde os carros, às motas, às missões que continuam com actos de vandalismo com a qualidade e humor que a Rockstar tem habituado os fãs. Por falar em missões, as cutscenes são estáticas, apenas mudando as expressões dos personagens, enquanto corre o texto das falas por baixo. Peca um pouco aí, já que nem os facesets estão muito bons, nem as expressões. Pelo menos o seu estilo acompanha o cellshading presente ao longo do resto do jogo e os diálogos quase fazem esquecer isso.

A história começa como quase todos os outros GTA’s: um novo mafioso entra na área e começa a subir a escada da criminalidade até se tornar o maior mafioso da zona, interagindo com outros personagens, trabalhando para eles. Começa simples no início e vai-se tornando mais complexo. Não é o tipo de história que nos agarra ao jogo, mas é como que uma linha guia, oferecendo “desculpas” para fazermos missões.
Graficamente está impressionante. É um dos jogos mais detalhados da DS. Com o cenário a 3D e os pedestres e outros elementos a 2D, cria uma mistura de dimensões brilhante. Quantidade enorme de polígonos no ecrã, um mapa de jogo enorme, muito detalhado, estando presente os já habituais elementos da série: rampages, missões com as ambul¢ncias, carros de polícia e taxis, e outras missões opcionais. As diferenças climatéricas também existem: nevoeiro, chuva, trovões, com alguns dos pedestres a abrirem chapéus de chuva e afectando minimamente a condução e, obviamente, ciclo dia-noite com diferenças na cidade, aumentando o número de traficantes e de carrinhas de distribuição de “material” durante a noite, entre outros pormenores. O jogo inclui muitos pequenos efeitos gráficos que ajudam a dar vida à cidade. Perdoam-se facilmente alguns slowdowns que ocorrem aqui e ali, quando há mais veículos no ecrã. O maior pecado neste aspecto são mesmo os popups que, no caso de estarmos a conduzir com um veículo mais rápido(uma mota, por exemplo), chegamos ao cúmulo de estar a conduzir sobre um plano cinza, ainda sem as texturas carregadas, o que dificulta seriamente as coisas, principalmente se estivermos a fugir da polícia…

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