Numa tentativa de expandir o mercado, a Activision fez o que se pensava impossível e transportou a série Guitar Hero para a Nintendo DS. Através de um dispositivo desenvolvido exclusivamente para a franshise, a editora provou que até os acessórios mais volumosos podem ser encurtados. Guitar Hero On Tour Decades apresenta-se com um propósito: levar o jogador numa viagem pelas últimas décadas, mostrando o que melhor se fez de música.
Para quem não está familiarizado com a série na sua versão portátil, a consola é segurada como se de um livro se tratasse. O ecrã táctil exibe a área de strumming onde se pode aceder a vários itens, como o star power ou a pontuação. Por sua vez, o ecrã da esquerda apresenta a sequência de notas a tocar. O Guitar Grip, nome do periférico desenvolvido, encaixa no slot para jogos do Game Boy Advance e é formado por quatro fret buttons (botões coloridos que identificam as cores das notas). O acessório conta ainda com uma stylus personalizada, que se parece com uma palheta de guitarra. Para fazer strum (tocar a nota), o jogador para além de pressionar o fret button correcto, tem de passar a stylus no ecrã táctil.


Para quem se pergunta se o periférico sofreu alguma mudança entre as duas versões lançadas, a resposta é não. As falhas já apontadas na outra review mantêm-se. O pouco espaço entre os botões continua a levar-nos a cometer alguns erros, principalmente quando tentámos tocar em dificuldades elevadas. Para além disso, a posição em que a mão fica não é a mais confortável e torna-se cansativa ao fim de duas músicas. Mesmo com alguma habituação, é inevitável fazer uma pausa de vez em quando. Outros dos aspectos a ser corrigido é o facto de que quando tocamos músicas que requerem um maior movimento de dedos o Guitar Grip sair facilmente da ranhura, levando-nos a ter de reiniciar o jogo. Apesar disso, o periférico proporciona bons momentos e faz-nos sentir autênticas estrelas de rock, quando conseguimos tocar um solo, ou mesmo uma música, na perfeição.
Guitar Hero On Tour Decades oferece-nos os já anteriores três modos de jogo: Single Player, Multiplayer e Training. Destes destaca-se o modo carreira, em Single Player. Começando por escolher o nome da nossa banda, somos convidados a percorrer um conjunto de espectáculos, desbloqueando músicas e novos acessórios à medida que avançamos com sucesso. Com o dinheiro ganho nos concertos, podemos adquirir roupas para os guitarristas. Sem dúvida que este é o modo mais frutífero e é nele em que a experiência se torna mais desafiante e gratificante.
Num jogo em que a música é tudo, torna-se importante haver uma playlist cativante e din¢mica. Depois de desbloqueadas todas as músicas, fica-se com a ideia de que a quantidade não é muita (devido possivelmente ao limite de memória dos cartuchos), mas a diversidade musical é relativamente grande. Até porque o próprio título propõe isso mesmo: viajar pelas décadas de 70, 80, 90 e ano 2000, passando por várias estilos e hits famosos. Como tal, o jogador poderá contar com bandas como Foo Fighters, Survivor, Los Lobos, Lynyrd Skynyrd ou até mesmo Queen. Guitar Hero On Tour Decades conta ainda com quatro níveis dificuldades diferentes, Easy, Medium, Hard e Expert, que aumentam em muito a sua longevidade. Retomando o que já foi dito sobre o periférico, s ainda mais saliente as falhas de concepção quando se tenta tocar em Expert, devido ao pequeno espaço de manobra que se tem para mover os dedos rapidamente. Apesar de extremamente desafiante, pode tornar-se numa tarefa impossível, até para os mais experientes.
A nível gráfico o título não desilude, até porque não exige grandes capacidades gráficas da consola. As notas aparecem de maneira fluida e bastante perceptíveis. Os modelos estão bem definidos, não havendo grandes críticas a apontar.
Em suma, Guitar Hero On Tour Decades podia apresentar-se perfeitamente como uma expansão do primeiro On Tour. Enquanto a Activision e a Vicarious Visions não corrigirem as falhas do periférico, os próximos títulos possivelmente irão soar a expansão, em que a única diferença é o pacote de músicas que se faz acompanhar. Outro dos aspectos a ter em conta é a falta do slot-2 na nova DSi. Com cerca de 28 músicas, esta pode ser uma boa experiência para quem é amante da série ou sonha em torna-se uma estrela de rock.







1 Resposta
Trackbacks
[...] ecrãs da série Guitar Hero sempre esteve planeada como sendo uma trilogia: Guitar Hero on Tour, GHoT Decades e GHoT Modern Hits que será lançado num futuramente. Talvez daí o facto de que Guitar Hero on [...]
Comentar?