Os jogos mais simples podem causar divertimento, vício e frustração. Esta afirmação é tão válida como uma semelhante onde o adjectivo utilizado é substituído por um antónimo, já que os jogos mais complexos podem surtir o mesmo tipo de efeito. Frases genéricas à parte, a Nintendo quer provar com o serviço DSiWare que por pouco valor investido numa aquisição é possível experienciar produtos de qualidade que providenciem diversão instant¢nea. Com Paper Plane à venda por 200 Nintendo Points, será que vemos validada esta premissa? Apanhem o rumo deste avião um pouco mais abaixo.
Isto se conseguirem chegar a tempo antes de perder o controlo e embater contra uma qualquer parede de uma torre sem fim. Mesmo sem fim. Endless, tal como o nome do modo de jogo principal. E se o avião nunca terá hipóteses de aterrar, qual será a motivação do piloto que se atreve a descer por labirínticos andares em direcção à inevitável tragédia? Então eu lanço algumas hipóteses: o que espera pelo próximo comboio, o que queima tempo até dar o toque de entrada para a aula, o obcecado por recordes, o que pensa que podia ter feito muito melhor, não fosse aquele infeliz cálculo de mudança de trajectória. Paper Plane no DSiWare é quase tão simples e repetitivo como o jogo original, que estava incluído na tresloucada colecção de minijogos de WarioWare para o Game Boy Advance. Mas ao contrário de Pyoro, existem aqui algumas novidades. São quase tão fugazes como o voo do nosso avião de papel, mas são pretextos para viagens alternativas, reservadas para os momentos em que desistimos de tentar ultrapassar a nossa própria marca pessoal.

O jogo resume-se à tentativa de descer o maior número de andares possível sem colidir com qualquer parte da estrutura que nos aprisiona. Tal como afirmei mais acima, a torre não tem fim. Experimentem raspar com uma asa na parede e é Game Over. Mas acreditem, vão ter vontade de repetir a viagem durante algum tempo, pois na maioria das situações vão sentir que poderiam ter feito melhor, que se tratou de incompetência ou distracção. As novidades resumem-se a um modo de missões com diferentes objectivos e que decorrem em pequenos cenários (que não são gerados aleatoriamente, ao contrário daqueles que exploramos no modo Endless) e a uma opção para dois jogadores em simult¢neo, que devem partilhar a mesma consola. Como os únicos controlos necessários são botões para a indicação das direcções ,direita e ,esquerda e a portátil beneficia de dois ecrãs, esta experiência torna-se possível. Não é uma opção revolucionária, longe disso, mas é uma adição interessante. No entanto exigia-se no mínimo a possibilidade de jogar localmente com duas consolas. Importa referir que o modo Race (para dois jogadores) baseia-se nos cenários das missões e não no Endless.
De resto, Paper Plane mantém-se fiel ao original, sem alterar qualquer pormenor gráfico (quase minimalista e com uma paleta de cores limitadas mas funcional) ou sonoro (com um repertório musical pobre, onde se contam dois temas para além do que ambienta o menu principal). É uma pena que a Nintendo não tenha explorado melhor o a ideia, limitando-se a adicionar variantes de jogo pouco significativas. O conceito é perfeito para uma consola portátil e para um jogo adquirido por download e merecia outra abordagem. Mas o preço a pagar é muito reduzido e o conteúdo que oferece acaba por compensar, caso gostem de superar marcas pessoais.



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[...] opções que permitiam jogar em modo endless, melhorar recordes e desbloquear jogos (como Pyoro e Paper Plane, ambos no DSiWare e analisados no site) eram incentivos mais do que suficientes para voltar. Em [...]
[...] Style, o que temos para download são pequenos jogos que apareciam em outros títulos (como Pyoro e Paper Plane), uma ou outra proposta original (como o arriscado Mixed Messages) e tech demos que são pagas pelo [...]
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