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E3 2009 – A ameaça fantasma ou o ataque dos clones?

Rodrigo Dias 3 de Junho de 2009

E3 2009 – A ameaça fantasma ou o ataque dos clones?

Os nossos palpites para a E3 estavam quase todos errados. O Bruno ainda acertou nalguns anúncios (embora tenha tido uma precisão quanto às plataformas-destino ou formato dos projectos tão excepcional como uma apresentação dos motion controls da PS3), mas de resto… Pikmin 3? Não. Novo Zelda? Ainda não. A conferência da Nintendo nesta E3 pautou por aquilo que a distinguiu da concorrência ao longo da geração: muitas surpresas e apelo universal.

A letra M foi rainha e senhora na conferência da gigante japonesa: Mario. Metroid. Motion Plus. Outras letras do alfabeto fizeram parte da apresentação, como o D de DSi e Donkey Kong, o W de Wii Fit Plus e Wario Ware DYI ou o G de Golden Sun DS. Mas a tríade Mario/Metroid/Motion Plus representa tudo aquilo em que a Nintendo acredita neste momento: projectos destinados a um público muito abrangente, franchises renovadas pelo fulgor da Wii e inovação permanente.

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Olhemos para o primeiro M: Mario. New Super Mario Bros. Wii aposta no conteúdo multiplayer, para toda a família. Mario vs. Donkey Kong foca-se na criação de níveis. Mario and Luigi 3 é o RPG que não desilude. E Super Mario Galaxy 2 marca a evolução na continuidade. Com cada um destes títulos, a Nintendo satisfaz pedidos dos fãs mais devotos e, simultaneamente, apresenta de forma muito subtil algumas das novidades da indústria aos recém-chegados (conteúdo gerado pelo utilizador, multiplayer cooperativo…). Mas os fãs mais devotos são mais exigentes, como filhos mimados. E queriam mais.

Foi o que tiveram. Com o segundo M, Metroid, Other M, a Nintendo providenciou um mimo aos ,veteranos… e para renovar a franchise depois de três bem sucedidos jogos de aventura na primeira pessoa, aliou-se à prestigiada Team Ninja na produção de um título de acção na terceira pessoa, com elementos de side-scroller. Honrar o passado, olhando para o futuro.

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E o futuro passa também pelo terceiro M, o Motion Plus. Depois do anúncio do Projecto Natal para a Xbox 360 (que afirma levar os controlos motores ao próximo patamar), todos esperavam para ver a reacção da companhia nipónica. Esta optou apenas por acentuar ainda mais as diferenças entre as ideias da Microsoft e as suas próprias, afinal de contas, pouco há em comum entre as duas abordagens aos motion controls. A demonstração de Wii Sports Resort exorcizou o fantasma da exibição feita no ano passado, foi muito descontraída, mas profissional, e exibiu todo o potencial do novo periférico. Felizmente, não foi a única ideia expulsa nesta autêntica sessão de exorcismo.

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Como uma espécie de boa mãe, a Nintendo fez ver aos jogadores ditos hardcore que os continua a amar e que os novos filhos desta grande família (jogadores casuais) merecem atenção, afinal, todos nós já fomos ,novatos (termo muito usado pelo presidente da Nintendo, Satoru Iwata). E mostrou que não é preciso alienar um dos ,filhos para cativar o outro – Mario, o Motion Plus e Metroid têm esse potencial universal tão almejado nos dias de hoje.

Nem tudo foi perfeito, a maioria dos anúncios e trailers coube a títulos anteriormente anunciados. No entanto, as surpresas grandemente ultrapassaram esses momentos de maior lentidão, contribuindo para um resultado final muito, muito positivo.

De similar qualidade foi a conferência da Microsoft. Embora parte do foco tenha sido dirigido para jogos previamente revelados, as novidades (como Left 4 Dead 2, Metal Gear Solid: Rising, Projecto Natal…) foram do mais alto nível. A Microsoft mostrou-se determinada e focada, numa postura que transmitiu confiança no futuro.

Já a apresentação da Sony foi… anti-climática. Um exclusivo da Rockstar… que já tinha sido prometido há dois anos; Final Fantasy XIV exclusivo para a PS3, já em 2010… mas é um jogo online, ao ,bom estilo de FFXI; controlos motores na PS3, num sistema que mistura o sensor da Xbox 360 com o Wii Motion Plus da Wii, sem se conseguir demarcar de qualquer um dos sistemas. A Sony parece ter perdido o foco, apostando em tudo e mais alguma coisa na tentativa de salvar um barco que se afunda rapidamente, ele é sequelas espirituais de Ico, ele é jogos de kart com conteúdo gerado pelo jogador (Mario Kart Wii + Little Big Planet…), ele é controlos motores, ele é mil e um jogos para a PSP e PS3… não parece haver aqui uma estratégia a longo-prazo, apenas uma série de remendos.

Ainda faltam 2 dias e meio para o fim da E3. Até lá, não podemos decretar qualquer companhia como vencedora do evento. A Microsoft e a Nintendo começaram bem esta corrida… será que a Sony as apanhará até dia 4, ou continuará a companhia relegada para o lugar que ocupa em todas as corridas desta geração, o último?

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