Infelizmente, esta pequena revolução não é muito extensa. Em 5 ou 6 horas, divididas por vários capítulos (cada um culminando com um original momento de retrospecção, para testar a apreensão da história pelo jogador), terão visto tudo o que Another Code tem para oferecer. De facto, o enredo não permite grandes momentos de arrasto, o que é simultaneamente bom (pois evita o enfado causado por algumas aventuras que se prolongam demasiado) e mau (pois aqueles à procura de uma experiência da duração de um Guerra e Paz de Tolstoy ficarão desiludidos). No fundo, a valorização ou desvalorização da longevidade afectará a vossa visão sobre o jogo. Pessoalmente, este é um daqueles casos em que a qualidade da meia-dúzia de horas se sobrepõe à parca quantidade de jogo que nos é oferecida.
Porque Another Code é excelente. A Cing mostra que a simplicidade (até nas componentes técnicas, dado que o grafismo e a sonoplastia destacam-se, não pelo poderio, mas pela sua subtileza e requinte – sobretudo a nível do notável traço das personagens) pode ser mais marcante que a extravagância. E num mercado onde muitos levam avante uma política de “consumir e deitar fora”, Another Code é uma experiência memorável.






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