Se há uma série de jogos cuja premissa é muito difícil de explicar é Animal Crossing. Viver numa aldeia habitada por animais falantes, colher frutos, coleccionar fósseis, mobílias, peixes e insectos, socializar com vizinhos, regar flores, etc., à primeira vista não apela a ninguém. É daqueles jogos que é “ver para crer” e quem nunca jogou, o mais provável que lhe fique agarrado durante alguns meses, já que todos os dias há algo novo para descobrir.
Para os que já conhecem a série, este Let’s Go to the City não passa de um Animal Crossing Wild World com gráficos um pouco melhores que os da Gamecube e uma boa dose de conteúdo novo que acaba por não apelar a muitos dos que jogaram Wild World, visto que a mecânica base está totalmente inalterada. Desse novo conteúdo destaco as roupas totalmente personalizáveis (sapatos inclusive no engraxador da cidade), a cidade que acaba por cair no esquecimento com o passar do tempo, mobílias novas, roupas novas, eventos novos, peixes e insectos novos, etc. Resumindo, City Folk passaria bem por uma expansão de Animal Crossing Wild World, fosse este um jogo da famosa série The Sims.
Como já referi acima, a cidade introduzida neste Animal Crossing é de tal maneira desinteressante que se contam pelos dedos de uma mão as vezes em que lá fui durante muitos dias de jogo. As lojas lá presentes são de pouco uso, os animais que lá andam, superficiais e o conteúdo é proporcionado quase todo na sua primeira visita, ou seja, dificilmente encontrarão algo de novo na segunda vez em que lá forem. Decididamente não é disto que Animal Crossing é feito.
Aprofundado um pouco mais a questão dos estabelecimentos que compõem a suposta comum e sem nome cidade de todos os habitantes de aldeias Animalescas (sim, porque a Nintendo começou por apresentar a cidade como um local visitável com os amigos via Nintendo Wi-Fi Connection, algo que não se revelou verdadeiro na versão final do jogo), lá podemos contar com uma loja ilegal e escondida do Crazy Redd com os seus supostos artigos extremamente raros (e caros) e quadros de colecção que nem sempre são genuínos, uma sala de espectáculos onde podemos adquirir novas emoções para serem usadas em conversas com amigos (via online), uma sala de leilões que só pode ser desfrutada se conhecerem mais alguém com o jogo, uma sede da Happy Room Academy, organização que classifica casas consoante a apresentação dos seus interiores, um cabeleireiro para mudar o visual ou colocar uma máscara de um Mii à escolha, uma vidente e uma loja com artigos de luxo e preços extravagantes. Sim, tudo isto já existia em Wild World, à excepção do local mais inútil (a casa de leilões), em forma de eventos semanais que iam ocorrendo na própria aldeia do jogador sem ser preciso aturar a viagem de autocarro a ouvir as tretas do Kapp’n (tartaruga que nos transporta de Taxi à nossa aldeia em Wild World e opera comboios e barcos no original da Gamecube), ou seja, nada de realmente novo. Seria preferível terem deixado como estava.
Outro pormenor que estragou a experiência aos jogadores que levam Animal Crossing ao limite e só desistem quando têm tudo desbloqueado foi a erva do chão que se vai desgastando nos locais em que mais se passa. Esses jogadores acabaram por ver as suas verdejantes aldeias transformadas em autênticos desertos.






Bem, como eu já tive direito à minha opinião (uma segunda opinião “formal” em algumas análises passa a ser uma realidade no site), apenas deixo aqui o link para o episódio da apanha do bicho desconhecido.
http://n-portugal.com/forum/index.php/topic,547.msg67130.html#msg67130
8/07/2009 às 2:20
“Porque não uma sincronização parcial com o Weather Channel?”
Há um “Iwata Pergunta” dedicado a este jogo e encontrei lá uma resposta para a tua questão (que é a de muitos).
“Kobayashi:
Ainda pensei fazer uma ligação ao Canal Previsão do Tempo, mas infelizmente não pude concretizar esse desejo. Pesquisei o clima de cada país, mas existiam lugares onde, por um lado, caía pouca chuva, por outro lado havia lugares onde chovia quase todo o ano.
Iwata:
Se está sempre a chover lá fora, a última coisa que as pessoas querem fazer é jogar um jogo e descobrir que lá também está a chover! (risos)”
O artigo completo pode ser consultado através deste link: http://uk.wii.com/wii/pt_PT/software/iwata_pergunta_animal_crossing_volume_1_1971.html
9/07/2009 às 5:25
Daí eu ter dito sincronização “parcial”. Até podia ser opcional.
9/07/2009 às 15:58
Eu percebi a parte do parcial. Só não estava a ver o motivo por detrás da não inclusão dessa opção.
Este Iwata Asks é muito interessante.
9/07/2009 às 18:21
Boa tarde a todas e todos,
Vivo na França (sim sou um “avec”) e estou a procura de pessoas que tem o Animal Crossing “Wii” em Portugal.
Podem adicionar-me a vontade.
City : Mêda
Name : Don Nico
Friend code : 4125-4412-1731
4/10/2009 às 14:42
Passa pelo forum. Pode ser que haja alguém interessado em jogar.
http://n-portugal.com/forum/index.php?topic=547.0
8/10/2009 às 0:31
Eu ainda vou jogando, alguns minutos por semana.
Nome: Bruno
Cidade: Nibérica
FC: 2149-3543-6607
Vou adicionar-te.
13/10/2009 às 13:16