Foi o meu primeiro Animal Crossing, o segundo lançado no ocidente e o terceiro no Japão. Como tal, escrevo esta análise ao AC da DS como sendo esta a minha primeira vida virtual numa aldeia habitada por animais.
Ao chegar a Kandy (nome que escolhi para a minha aldeia), fui recebido pelas funcionárias da câmara municipal que logo me explicaram o básico da vida na minha nova morada. De seguida foi-me proposto um part-time (que não pude recusar) pelo Tom Nook, o dono da loja da aldeia, que me permitiu conhecer os meus novos vizinhos. A integração não foi fácil, mas ao longo dos dias fui descobrindo novas coisas e adquirindo novas ferramentas que me possibilitaram uma calma integração na vida animalesca. Quando dei por mim, tinha uma rotina diária que ia intercalando com eventos semanais, mensais e até anuais. Ao longo de vários meses fui jogando alguns minutos por dia juntando dinheiro para expandir a casa, coleccionando mobílias, e aumentando a colecção de fosseis, peixes e insectos.

Um aspecto que facilita muito este tipo de jogo é o facto de ser jogado numa consola portátil. Basta ligar a máquina e jogar uns minutos num intervalo de alguma coisa. Numa consola fixa tal não é possível, já que só se pode jogar em casa e quando a televisão está disponível.
O multiplayer também contribuiu muito para estender o período durante o qual joguei Wild World. Não só por conhecer pessoas com o jogo, mas especialmente por se ter mantido um vasto grupo de jogadores, no tópico do extinto fórum NintendoPT, que todos os dias lá ia relatar os seus feitos, as suas conquistas e descobertas. Depois de volta e meia haviam reuniões via Nintendo Wifi Connection onde se trocavam mobílias, diferentes tipos de fruta, etc.
As capacidades únicas da consola são bem aproveitadas. O ecrã táctil pode ser usado para controlar a nossa personagem e para navegar nos menus. Os dois ecrãs permitem que a acção nunca seja tapada por qualquer interface do jogo.

No campo gráfico, Wild World puxa bastante pelas limitadas capacidades tridimensionais da consola, fazendo com que a framerate seja um pouco reduzida em comparação com os Animal Crossing para consolas fixas. Não deixa de ser um jogo visualmente impressionante e cheio de cor.
As músicas são variadas e dificilmente cansam. Os efeitos sonoros estão bem aplicados mas o que realmente se destaca são as vozes das personagens reproduzidas, juntando sons gravados para cada letra do alfabeto para formar as palavras que passam em texto.
O tempo em que joguei Animal Crossing foi de facto muito bom. Nunca pensei que viesse a valer tanto o dinheiro que dei por ele. Um jogo cheio de carisma e textos excelentes que consegue juntar o público de Sims ao de Harvest Moon. Ainda que a nota deste seja maior, aconselho a quem se quiser iniciar na série que opte por Let’s Go to the City para a Wii, dado este ser mais completo que o seu antecessor, Wild World.



eu tenho o lets go to the city e o único problema é que o meu router n é muito compatível com a wii…E por isso n jogo muito animal crossing..
9/07/2009 às 21:46
Tu és o mesmo André do fórum? Se és julgo que também tens problemas nesse campo com a DS. E se sim, já compravas novo router.
Não é que jogue muito online, mas o facto de saber que a qualquer momento posso marcar algo com amigos faz-me ter sempre tudo relativamente organizado. Ou seja, mesmo offline, caso tenhas hipótese de conexão, o teu jogo é sempre condicionado.
Para não falar nos itens que viajam de aldeia pra aldeia e os rumores e fofocas.
10/07/2009 às 5:11