Penteados extravagantes? Confere! Montes de correntes, acessórios desnecessários e afins? Confere! Personagens da Disney e da Square-Enix numa batalha pelo destino do Universo? Confere!! E parece que tem uma história que envolve amnésia parcial, chaves mágicas e dilemas existenciais: fantástico! Mas estará mesmo tudo naquele pequeno cartucho, ou será que Kingdom Hearts 358/2 Days largou pelo caminho o mais importante – a qualidade…?
A julgar pelas minhas primeiras impressões, a resposta é negativa – o que é positivo. De facto, este jogo ambientado entre os primeiro e segundo capítulos da saga em tudo lembra as incursões caseiras. Rapidamente me ambientei aos dois níveis single-player que pude experimentar – um ambientado em Twilight Town, cidade introduzida no último jogo; outro passado em Agrabah, o mundo que representa o amado Aladdin, da Disney. (Nota: A demo incluía ainda um modo multiplayer, um dos principais chamarizes deste Kingdom Hearts, mas por falta de tempo foi impossível experimentá-lo.)
A movimentação de Roxas, personagem principal, recorre às teclas direccionais e embora não seja tão natural como nas versões PS2, não trai a qualidade da experiência. O botão A serve para executar a acção focada no menu – por defeito, um ataque. A tecla X dá-nos o controlo desse pequeno menu, que é navegado via teclas direccionais. Parece complexo mas, na prática, é bastante intuitivo. O touch-screen (onde a acção decorre) controla a câmara, um clique do gatilho direito repõe a câmara atrás da personagem e dois activam o sempre útil lock-on. Há atalhos para uso de magias e itens (gatilho esquerdo seguido de tecla correspondente à acção) e outras acções como saltos e cambalhotas – mas nenhuma delas é de difícil realização ou aprendizagem.
Os combates são, em consequência desta disposição, uma quase-perfeita réplica dos da PS2 – inesperados e repletos de acção… e felizmente, foi também adicionada alguma estratégia a esta fórmula de sucesso. Em vez de uma barra de mana, os feitiços têm limites de utilização individuais. É preciso gerir com cautela este sistema, pois o desperdício de determinado feitiço contra um inimigo pode implicar um desafio desnecessário face a outro. É claro que o facto de estarmos quase sempre inseridos numa equipa será benéfico e ajudará a equilibrar os pratos da balança, mas não é sinónimo de vitória garantida.
Onde Kingdom Hearts 358/2 Days vence plenamente é nas componentes técnicas. O motor 3D é, provavelmente, o mais impressionante que a pequena portátil já correu. E tanta qualidade não parece ter implicações na fluidez do jogo – nunca me deparei com qualquer slowdown ou algo semelhante, mesmo perante vários oponentes. As animações e efeitos especiais também estão muito bem conseguidos, contribuindo para um pacote mais que satisfatório. A banda-sonora, em tudo reminiscente dos restantes jogos da série, só podia ser muito boa.
Tudo parece jogar a favor de Kingdom Hearts 358/2 Days. A alguns meses do seu lançamento (agendado para 9 de Outubro), as engrenagens parecem estar perfeitamente operacionais e bem aprumadas. Esperemos que o resultado final seja tão, ou mais, impressionante quanto esta curta demo.



Wow! Esse jogo promete ser D+…assim como os outros da série xD
Só estou realmente triste por esse jogo não continuar na sua plataforma de onde começou…o PS2…
O q vamos fazer? *-*
11/07/2009 às 2:06
Carinna, vamos comprar uma DS para continuar a jogar Kingdom Hearts.
Rodrigo, ler isto foi uma agradável surpresa, como já comentei no fórum. O jogo não está nos meus planos, no entanto.
11/07/2009 às 16:41
Carinna, tendo em conta que esta é uma comunidade Nintendo, não me parece que essa seja uma das maiores preocupações da maioria. xD
É comprar uma DS e jogar! ^_^
11/07/2009 às 18:10
como da o salto cambalhota em kingdom hearts 2
3/01/2010 às 16:20