E depois do adeus? E depois das palavras “The End”, o que acontece às personagens a quem nos afeiçoámos durante horas e horas de jogo? Na maioria das vezes, ficamos sem resposta e provavelmente imaginamos um futuro do género “e viveram felizes para sempre”. Ocasionalmente, as personagens e mundo da aventura têm carisma e interesse suficientes para albergarem narrativa posterior ao suposto “Fim”. É o caso de Final Fantasy IV. O desfecho desta obra fechou arcos de narrativa que tinham de ser encerrados, mas deixou algumas pontas soltas que, dezoito anos depois, a Square-Enix ata. O método utilizado: versão para o WiiWare de um título originalmente lançado para telemóveis no Japão. E apesar de algumas opções tecnológicas duvidosas, este Final Fantasy IV: The After Years acaba por ser a primeira sequela “natural” de um Final Fantasy.
Enquanto Final Fantasy X-2 e os títulos da Compilação de Final Fantasy VII enveredaram por géneros e temáticas diferentes das obras originais, Final Fantasy IV: The After Years prefere manter-se fiel à sua ascendência: é um RPG tradicional e de “corte” clássico. Isso vê-se e ouve-se de imediato: o grafismo é 2D e praticamente idêntico ao apresentado nos títulos da franchise para SNES e a banda-sonora não é orquestral, tendo em vez disso uma sonoridade similar à do remake do original para DS. Para quem gosta das belas das sprites, cenários espalmados e experiências retro, este título da Matrix Software e da Square-Enix parecerá tão impressionante quanto um Final Fantasy VI, surtindo o mesmo efeito de um Mega Man 9. No entanto, quem já há muito ultrapassou os anos ’90 e prefere RPGs em 3D não ficará, de todo, agradado. Resume-se a uma questão de gostos. Eu gosto.
O mais importante num título deste género, no entanto, não é a parte tecnológica. É a história. E, até ao momento, estes “anos seguintes” estão a ser muito interessantes. Digo “até ao momento” porque, à semelhança do lançamento nipónico, este é um jogo episódico. Apenas os primeiro e último episódios, com um preço de 800 pontos, serão indispensáveis à narrativa, compreendendo o cerne da mesma. Ao longo do Verão, a Square-Enix lançará várias side-stories complementares (a 300 pontos cada) que relatarão as aventuras e desventuras de várias personagens secundárias. Por agora, estão disponíveis o primeiro episódio e um “conto” adicional – a história de Rydia, em jeito de curiosidade. O final apenas será revelado algures em Setembro… mas para quem já esperou quase duas décadas, alguns meses não deverão constituir grande problema.
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Excelente artigo, por acaso não sabia que iria sair por episódios.
A ver se para a próxima semana já o começo!
15/07/2009 às 11:13