Sem sombra de dúvidas, Call of Duty é uma das maiores franchises de videojogos da actualidade. Tiros, explosões, muitas armas, controlos intuitivos, modos online e multiplayer fantásticos e uma apresentação exímia são alguns dos ingredientes que justificam a popularidade monstruosa da licença. Dois anos depois do lançamento original nas consolas HD, Modern Warfare, quarto título da série, chega à Wii pelas mãos da Treyarch (produtora de Call of Duty 3 e World at War). É caso para dizer: mais vale tarde do que nunca.
Modern Warfare é um blockbuster de Hollywood sob a forma de videojogo: os ingleses e os americanos são os bons, os russos e os muçulmanos são os maus. Ao longo de diversas missões do modo campanha, encarnaremos membros das tropas anglo-saxónicas numa tentativa de controlar movimentos terroristas na Rússia e no Médio Oriente, liderados por Imran Zakhaev e Khaled Al-Asad. Genérico? Sem dúvida – mas se são capazes de se divertir com um Transformers, são capazes de se divertir com a história deste jogo.
Onde Call of Duty se começa verdadeiramente a destacar das demais opções no mercado é não na história, mas sim na variedade e engenho de objectivos e constância de acção ao longo das muitas missões. Não há um segundo desinteressante de jogo, estamos sempre em movimento e a fazer algo novo, num sítio completamente diferente do anterior – num momento estamos a contribuir para uma missão fornecendo apoio aéreo a uma equipa que luta no terreno, noutro momento estamos à procura de Al-Asad, logo a seguir estamos numa missão de carácter furtivo…
O sucesso dessas missões depende de nós, que dispomos não de uma metralhadora ou uma sniper rifle, mas de eficientes comandos da Wii, aqui muito bem aproveitados – independentemente do esquema de controlos pré-definido que escolham, o Nunchuk controla o movimento da personagem e o Wiimote controla a direcção de movimento e a mira da arma. Seguindo o exemplo de The Conduit, temos ainda muitas opções de personalização que ajudam a melhorar a experiência (dead zone, teclas de acção, velocidade da câmara…), embora as opções “por defeito” já sejam bastante boas. Apesar disso, a mira tende a fugir-nos ao controlo, muito por culpa do maior problema do jogo…
… a framerate inconstante. No meio de tanta explosão, tiro, aliado, inimigo, textura e objecto no vasto cenário, tudo recriado com um nível de detalhe bastante acima da média, algo tinha de ficar para trás. Esse algo foi a framerate, que tende a correr a menos de 30 FPS. Essas quebras na acção são, no geral, pouco graves – apenas afectam a mira da nossa arma, fazendo-nos, no máximo, desperdiçar umas quantas munições. Mas em algumas cenas mais agitadas, o caos instala-se e a nossa personagem move-se como um epiléptico em pleno ataque… felizmente para Modern Warfare e para nós, esse é o único problema de maior.
O restante conteúdo foi convertido a partir das versões HD sem grandes perdas – os separadores de missões são simples, mas fazem o seu trabalho; o som mantém-se, salvo alguma perda de qualidade, inalterado, com voice-acting de boa qualidade e efeitos sonoros imersivos; todos os modos online estão presentes, para gáudio dos fãs do género; a ausência de multiplayer local tradicional foi compensada com um modo em que um segundo jogador desfruta da experiência como se de um shooter on-rails se tratasse, dispondo apenas de um cursor no ecrã.
Tudo isto faz com que Call of Duty Modern Warfare: Reflex Edition seja, em suma, um bom jogo. É certo que lhe falta o fulgor gráfico das congéneres HD, é certo que lhe falta algum polimento (com apenas um ano de produção, é de aplaudir o trabalho da Treyarch), mas estamos, apesar de tudo, perante um bom jogo. Venha daí a sequela! Oh. Espera aí…
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A tua análise mais curta de sempre.
Tu que jogaste os dois, qual te parece melhor: COD:MW ou The Conduit?
17/01/2010 às 5:13
sim ora aí está algo que também preciso saber…embora já penda para Modern Warfare
17/01/2010 às 14:37
No geral, o Modern Warfare parece-me ser o melhor – a campanha a solo tem muita qualidade, o conteúdo é praticamente o mesmo das congéneres HD. Mas o The Conduit não fica muito atrás, sendo inclusivamente um jogo tecnicamente mais polido (o que não espanta, tendo em conta que o Modern Warfare: Reflex esteve 1 ano em produção e o The Conduit esteve mais tempo na forja).
17/01/2010 às 15:09