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One Piece Unlimited Cruise 1: The Treasure Beneath the Waves

Rodrigo Dias 20 de Janeiro de 2010

Pontuação:★★★½☆

One Piece Unlimited Cruise 1: The Treasure Beneath the Waves

Confesso que, quando fui incumbido de analisar One Piece Unlimited Cruise, não fiquei muito animado. Embora seja um fã aguerrido da franchise (como se pode perceber, aliás, pelas diversas action-figures que tenho espalhadas pelo quarto), jogos de aventura baseados em manga não costumam ser propriamente memoráveis pela positiva. Por esse motivo, esta incursão de Luffy e companhia surpreendeu-me imenso…

… não que esta seja uma aventura boa “por si só”. Qualquer pessoa alheia à série e que ponha as mãos neste Unlimited Cruise dificilmente sairá muito impressionada. Mas para os fãs de One Piece, este jogo é praticamente um tributo ao longo historial de quase treze anos da série.

Unlimited Cruise é, no fundo, um épico dividido em duas partes. Em The Treasure Beneath the Waves, algures após derrotarem Gecko Moria no seu gigantesco Thriller Bark, os Straw Hats deparam-se com um misterioso arquipélago, composto por quatro ilhas que rodeiam uma árvore gigante/quinta ilha, e travam conhecimento com uma estranha criatura, Gabri, que se torna num novo membro da equipa. Dispostos a aceder a um tesouro protegido pela árvore central, os Straw Hats passam por uma série de testes nas quatro ilhas que a rodeiam. A segunda parte desta aventura, Awakening of a Hero, retoma a narrativa logo após o cliffhanger do antecessor, oferecendo uma experiência com objectivos diferentes mas uma mecânica em quase tudo semelhante.

A estrutura de Unlimited Cruise é simples e de corte clássico: em cada ilha existem duas “barreiras” aparentemente intransponíveis ou indestrutíveis, mas que podem ser arrasadas por Gabri mediante a apresentação de um determinado número de pontos e de alguns utensílios. Grande parte do jogo passa, assim, pela recolecção de objectos, que podem ser utilizados não só no desbravamento dos objectivos obrigatórios (as barreiras destruídas por Gabri), como no desbloqueamento da áreas opcionais (Franky, um dos membros da equipa, pode construir pontes, escadas e detonar pedras grandes) e na construção/fabrico de outros itens. Um mini-jogo de pesca (bastante divertido, por sinal) e a utilização de uma picareta que destrói rochas pequenas, uma rede de captura de animais, armadilhas e um aspirador portentoso serão alguns dos meios utilizados nessas tarefas de angariamento. Mas nem só de exploração vive esta aventura. O combate, como não podia deixar de ser, marca forte presença, através de frequentes embates contra inimigos genéricos e batalhas contra algumas das personagens mais carismáticas da série, desde Captain Kuro, de uma das sagas iniciais, até Captain Kidd, de uma saga posterior a Thriller Bark.

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À medida que vão lutando, as nove personagens controláveis vão ficando mais fortes e diferentes entre si – tal como na série, Sanji, Luffy e Zoro atacam devastadoramente os inimigos nas suas proximidades, Usopp é aconselhável para combate de longo-alcance, Robin para os combates de médio-alcance… -, segundo um sistema de progressão bastante interessante que privilegia (e premeia, através de boosts de poder) a variedade de movimentos, combos e a fuga aos ataques inimigos. É um sistema de combate tão sólido que recebeu o seu próprio modo de jogo, o VS. Mode. De certa forma, ao adquirirem um dos jogos acabam por receber dois jogos diferentes – muito agradável, no mínimo.

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