Quando eu era chavaleco, os meus pais costumavam encomendar todo o género de livros de conhecimento geral das “Selecções do Reader’s Digest”, a maior parte dos quais eu devorava furiosamente assim que chegavam a casa. É certo que nunca me interessei muito por volumes como “História da Vida Quotidiana” (para essa, já basta a minha) ou “Alimentos Bons, Alimentos Perigosos” (não preciso de algo mais para alimentar a minha paranóia em relação ao que como), mas a maior parte deles eram interessantes, como o fantástico “Sabia Que…”, com a compilação mais fantástica de factos desconexos, ou mesmo um simples Atlas Mundial, algo de valioso para me saber orientar no mundo pré-Internet. Continuar a ler »
Artigos publicados por João Rocha
Os seres humanos do sexo masculino que têm como hobby principal os jogos de vídeo (vulgo gamers, embora eu tenha aversão a essa palavra), têm tendência a pertencer a um de dois moldes físicos. De um lado, estão aqueles cujo metabolismo os leva a assumir uma figura permanentemente esguia, conhecidos cientificamente como ectomórficos. Para esses, não interessa a quantidade de batata frita e chocolates que metem para dentro: apesar de poderem reduzir a sua saúde a cacos com tais iguarias, simplesmente não conseguem ganhar peso. Isto pode ser motivo de inveja para muitas mulheres, mas para um homem, a ausência de material entre a pele e os ossos pode constituir alvo de chacota, e definitivamente não tem muita graça. Continuar a ler »
Já é quase tradição: pelo menos ano sim, ano não, lá vou eu passar uns tempos nas terras de Vera Cruz, mais concretamente em Brasília.
E porquê Brasília? Porque é a cidade de origem da minha linda, maravilhosa e genial esposa (tenho que dizer isto para o caso dela estar a ler). Vai ela matar saudades da mãe e irmãos, e vou eu a acompanhá-la, ficando gentilmente hospedado na casa da minha humilde mas extraordinária sogra. Sim, vocês leram bem – existem sogras que são, de facto, espectaculares. E a minha é uma delas. Continuar a ler »
Vários idiotas têm, ao longo dos anos desde o seu lançamento, afirmado peremptoriamente que Endless Ocean para a Wii não é “um jogo a sério”. Ou seja, que é aquilo que mal-e-porcamente se designa actualmente por um “não jogo”. Não sei que substâncias essas pessoas estavam a consumir, ou se estavam apenas a concretizar na sua imaginação a sua fantasia fanboyesca de associar a Wii a esses tais “não-jogos” (o que ainda fazem hoje em dia, anos passados). Em todo o caso, eu posso afirmar com grande autoridade que uma coisa é certa: Endless Ocean é um jogo. Continuar a ler »